Constituindo a qualidade do ensino uma preocupação do nosso Instituto, a avaliação externa apresenta-se como um importante instrumento para a sua melhoria e da aprendizagem dos nossos alunos, já que pressupõe da nossa parte uma reflexão sobre os resultados obtidos.Neste sentido, face à especificidade do IPE, esta reflexão incide no 3.º ciclo do ensino básico e no ensino secundário (modalidade de ensino profissional).Assim, para o 3º ciclo apraz-nos comunicar-lhes que a prestação dos nossos alunos e os resultados obtidos foram superiores à média nacional[1].Na disciplina de Português, a média nacional foi de 55%, sendo a dos nossos alunos de 61,6%. Na disciplina de Matemática, a média nacional foi de 45% e a dos nossos alunos sobrepôs-se em 14,1%, ou seja, foi de 59,1%.

 Prova Final de Ciclo de PortuguêsProva Final de Ciclo de Matemática
Alunos do IPEMédia NacionalAlunos do IPEMédia Nacional
61,6%55%59,1%45%

 Pese embora os resultados fiquem aquém do pretendido, não podemos de relevar, não só o excelente trabalho dos nossos docentes e a participação ativa de toda a comunidade educativa, mas também a colaboração e a confiança que os Pais e EE depositaram em nós, servindo-nos de inspiração para que a cada ano que passa façamos mais e melhor, sempre com um objetivo de comum: o SUCESSO dos vossos educandos.  Relativamente ao ensino secundário – modalidade de ensino profissional, importa perceber a forma de construção dos rankings dos profissionais.Assim interessa em primeiro lugar perceber que estes não são feitos com base, nem nas notas obtidas, nem no tipo de cursos frequentados, nem tão pouco na empregabilidade que os alunos obtiveram após a conclusão do curso ou do prosseguimento de estudos superiores alcançados pelos alunos, como seria de esperar, pois isso, em nosso entender e de acordo com o nosso projeto educativo, é que demonstra a preparação dos mesmos para serem úteis à sociedade.Em segundo lugar, também não são tidos em conta, o grau de exigência dos cursos, uma vez que não existem exames nacionais, nem tão pouco o tipo de cursos ministrados.Temos assim qua a primeira variável usada para a construção dos rankings tem como base a taxa de conclusão do curso dentro dos 3 anos do ciclo, ou seja, a taxa de alunos que concluiu o curso no tempo correto do curso. Se para a construção do ranking apenas contasse esta variável, estaríamos dentro dos 68 primeiros lugares nacionais e 1° no concelho de Lisboa, uma vez que a taxa de conclusão do IPE[2] é de 86% e a primeira escola nacional 94% e a primeira de Lisboa 84%.No entanto, o ranking usa outra variável como comparação, que é o dos alunos do país com perfil semelhante ao da escola, sendo aqui que reside o facto de os Pupilos não estarem tão acima no ranking, pois o nosso perfil de comparação é de 80% (80% dos alunos com perfil semelhante terminam o curso nos 3 anos)[3] logo concorremos para o ranking com o valor de 6%, (diferença entre a taxa de conclusão do IPE menos a do perfil nacional), ao passo que a primeira escola nacional compara-se com um perfil de 55% o que dá um diferencial de 39% e a primeira do concelho de Lisboa, compara-se com um perfil de 61%, apresentando um diferencial de 23%.Desta forma, mesmo que os Pupilos apresentassem uma taxa de conclusão de 100% (o melhor que podemos ambicionar) o ranking nacional seria 54°.Esta forma de construção dos rankings, indica que não é o nosso caminho que está errado, uma vez que a nossa preocupação não se centra apenas na taxa de conclusão, mas nas ferramentas que lhes deixamos para vingar na vida, como por exemplo, o tipo de emprego e de remuneração que os nossos alunos atingem assim como o número de alunos que prosseguem para estudos superiores, ser bem acima da média nacional, bem como das soft skills e dos valores e regras ministradas no IPE, únicas no ensino profissional em Portugal, que tornam os nossos alunos como uma referência pelas empresas que colaboram connosco nos estágios.Não podemos deixar de referir a situação relativa aos alunos que frequentaram o projeto 500 Horas e que obtiveram resultados satisfatórios nos exames a que se submeteram: classificações médias acima das nacionais, exceto FQ A  e poucas classificações inferiores a 9,5 valores:

 Matemática A(média nacional 11,9)Matemática B(média nacional 8,9)Física e Química A(média nacional 11,7)
 MédiaPositivasMédiaPositivasMédiaPositivas
Alunos do projeto 500 Horas12,782%12,689%11,367%
Alunos externos ao projeto 500 Horas7,533%9,140%6,640%

 Da análise do quadro facilmente se conclui que os resultados obtidos no IPE são penalizados pelas classificações obtidas pelos alunos que não frequentam o projeto 500 Horas – esta situação tem consequências na imagem do Instituto, no que diz respeito à sua posição nos rankings dos exames nacionais. Releva-se a necessidade de os alunos assumirem que só deve haver lugar à realização de um exame quando há investimento sério na sua preparação.Concluímos afirmando que continuamos, com a colaboração de toda a comunidade educativa do IPE, com a exigência nos objetivos a alcançar, consolidados pelo conjunto de pressupostos e princípios orientadores da linha de Ação Educativa do IPE, por forma a assegurar a sua coerência, unidade e intencionalidade