No âmbito da “Conversa com valores”, decorreu no dia 11 de fevereiro, e pela primeira vez desde que o projeto teve início, uma “conversa” conduzida por uma Antiga Aluna do Instituto.

A Sra. Engenheira Cristina Coelho partilhou com os alunos do 9.º ano a sua experiência única que começou em 1977.

Em 1977, o ensino à distância já existia! Chamava-se telescola. A telescola era uma das formas dos alunos realizarem o ano zero (atualmente 12.º ano). Este tipo de ensino não atraiu a nossa palestrante que decidiu optar pelo ingresso no IPE. Escolheu ingressar no Ensino Superior no Instituto, que era na altura, uma escola com internato masculina. Foi a primeira aluna! Foi um enorme desafio que recorda com emoção e alegria, afirmando que “teve a sorte de cá estar durante 4 anos”.

Numa escola onde estudavam apenas rapazes em regime de internato, entrarem raparigas foi uma inovação. O seu “Querer”, vontade e determinação levou-a a conseguir ultrapassar as diferenças e a integrar-se perfeitamente na escola. “Foram quatro anos excecionais!” “Tive professores excelentes!”

Entrou, como estagiária na área da produção na RTP, uma vez que era da área de transmissões.

Apesar de ter o curso de engenharia, teve a vantagem de começar a trabalhar na produção, a apertar parafusos. Não faz sentido estar no topo de uma empresa e não saber fazer o trabalho base, não saber pôr as mãos na ferrugem… é fundamental saber fazer, para liderar com sucesso uma equipa.

É difícil sintetizar todos os ensinamentos transmitidos pela Sra. Eng. Cristina Coelho. Podemos, no entanto, destacar os seguintes:

A aprendizagem ao longo da vida é fundamental. Terminamos o nosso estudo na escola, mas continuamos e precisamos de continuar a aprender, a fazer pós graduações, a atualizarmo-nos. É a única forma de não nos tornamos “Velhos do Restelo”. Queremos mudar, evoluir sempre! Trabalhar em equipa, conviver com as pessoas é essencial. Juntos somos mais fortes.

Nós podemos fazer e alcançar tudo a que nos propomos fazer. Quando queremos chegar a algum lado conseguimos. Não é uma linha reta e não há letreiros com a indicação do caminho, mas se quisermos, conseguimos.

O ensino profissionalizante é a grande aposta. As empresas precisam de pessoas que saibam fazer as coisas. A vertente mais profissional é muito procurada. Nesta escola os alunos podem seguir o caminho profissional com experiência.  É disto que as empresas necessitam.