Prefácio

No final de toda uma carreira neste Estabelecimento Militar de Ensino reclamava-se a necessidade de verter em escrita partes do que 34 anos de ligação permitiram testemunhar, desde os afectos às angústias, os sucessos e mesmo o infortúnio que algumas vezes tem perseguido esta Instituição.
Tratando-se de difícil tarefa, para uma intervenção de trinta minutos, revelou-se como opção razoável sustentar o discurso na história de três gerações: – a de meus pais, a minha própria e a do meu filho, em pequenos excertos, donde naturalmente brotam algumas referências, tradições e valores transversais.

Relativamente à saga desta Casa impunha-se estabelecer o confronto entre o caminho e opções tomadas no passado e o que agora emerge, cenário de resgate das suas maiores aptidões formativas, ilustradas por um passado dignificante. Rejeitando uma forma de construção redutora, no que se refere à tentação de incorrer na visão estritamente pessoal, tem o texto, no entanto, aqui e ali laivos de afectividade inevitáveis que se misturam com a subjacente intenção de documentar os alunos através dos episódios, narrativas e outros testemunhos, desvendar marcas do ideário do IMPE e constituir-se desafio à reflexão de cenários intergeracionais.

Lisboa, 13 de Novembro de 2009

Carlos Correia

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