GRANDE DIA!
Como se não bastasse o, sempre, ansiado reencontro com pilões de todas as idades, os miúdos encheram-nos o peito:
Desta vez, nem a angústia com que a escassez de pontos azuis na parada nos tem brindado nos últimos tempos, teve lugar; estava linda! Cheia de futuro…
E o brio? Que felicidade! É isso mesmo! Peito cheio, aprumo e, no olhar, a avidez de horizonte e, nos passos, um rumo, comum, de pés esticados na ponta que, de tão obstinados, nos fizeram sonhar e sentir que somos só um… e a voz? Mariana, nós ouvimos-te, lá no fundo, depois do teu batalhão acabar… e, no ar, ficou a doçura de uma que nos fica tão bem quanto a rouquidão de outra qualquer; muito bem, menina, Mulher!
“Caramba”, Ernani… eu sei que tens o “bedelho” metido nisto… o batalhão da saudade… tu sabes que sou irrequieto e que, debaixo de toda esta euforia, é praticamente impossível calar-me… a canção do adeus que, de “adeus” nada tem, antes de promessa de reencontro, que se tornou sussurro para deixar passar o poema… e que poema… bebi cada palavra no silêncio que não me importaria de prolongar.
E no fim? Antes de partirmos, enquanto deixávamos metade do abraço a cobrar no próximo reencontro, a paragem, o nosso hino, cantado espontaneamente por aquele mar de irmãos, deixou-nos, também, a vontade de ficar.
Grande dia!